Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, se apresenta como candidato em 2026, mas enfrenta desafios significativos. Ele foi eleito governador pela primeira vez em 1998, derrotando Iris Rezende, que era considerado o candidato do “velho” e já havia exercido o cargo anteriormente.
A vitória de Perillo em 1998 foi atribuída ao apoio de uma frente de oposições, que incluía políticos influentes como Henrique Santillo, Jalles Fontoura, Mauro Borges e Nion Albernaz. Esses aliados foram fundamentais para sua ascensão política, ajudando a moldar sua imagem como o “novo”.
Perillo foi eleito governador quatro vezes, mas sua trajetória política mudou após a influência de empreiteiros em seus últimos mandatos, o que resultou em sua prisão pela Polícia Federal. Atualmente, ele enfrenta uma rejeição sólida, com pesquisas de intenção de voto variando entre 20% e 24%, o que representa um obstáculo significativo para sua candidatura.
Os aliados de Perillo em 2026 não têm a mesma força política que os de 1998. Embora tenha alguns apoiadores, como Jalles Fontoura e Otavinho Lage, eles não possuem o mesmo peso político. A linha de frente de sua campanha inclui figuras controversas, o que levanta dúvidas sobre sua capacidade de atrair eleitores.
Além disso, Perillo não permitiu que outros aliados disputassem o governo, o que limita a ideia de renovação dentro do PSDB. Aava Santiago, uma vereadora que poderia representar essa renovação, saiu do partido em busca de mais espaço político.
Com 63 anos, Perillo se vê como um político do passado, incapaz de falar em alternância de poder após 16 anos no governo. Seu discurso parece estar preso a um passado que não ressoa mais com os eleitores, que buscam novas lideranças.
““Marconi Perillo não terá como pregar nem ‘renovação’ nem ‘alternância de poder’”, afirmam analistas.”

