A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, se despediu do cargo nesta quarta-feira (1). Ela deixa a pasta, que será chefiada por João Paulo Capobianco, até então secretário-executivo do MMA, enquanto se prepara para disputar uma vaga no Senado por São Paulo.
Durante a coletiva, Marina destacou as ações da pasta ao longo de sua gestão de três anos. Ela mencionou a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), realizada em novembro do ano passado em Belém, como um dos maiores desafios enfrentados. “A COP foi um dos maiores desafios que já enfrentamos”, declarou.
Marina afirmou que aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o MMA em 2023, com a expectativa de permanecer no cargo por apenas dois anos. Contudo, decidiu estender sua permanência devido à realização da cúpula climática da ONU no Brasil.
Emocionada, a ministra agradeceu a servidores, secretários e colegas de gestão. Ela relembrou que, durante sua segunda passagem pelo ministério em 2008, confeccionou um broche do MMA feito de jarina, semente utilizada no artesanato, para ser entregue ao sucessor. Capobianco receberá a lembrança.
Marina deixa o ministério com a expectativa de disputar uma vaga no Senado por São Paulo, embora ainda não tenha confirmado sua participação nas eleições de outubro deste ano. “Eu vou para uma outra missão. Talvez eu seja uma das poucas que tá saindo que ainda não tá batido o martelo 100%”, afirmou.
Ela mencionou que, pela estratégia do PT em São Paulo, já estão definidos os nomes dos pré-candidatos Fernando Haddad para o governo do Estado e Simone Tebet, agora no PSB, para o Senado. Marina chegou a cogitar migrar para o PSB, mas afirmou que tem atuado para restabelecer o estatuto da Rede Sustentabilidade.
Marina criticou mudanças no regimento da Rede, que, segundo ela, foram feitas “de uma forma que não foi democrática”, o que pode motivar questionamentos na Justiça. “Hoje eu tô filiada na federação na Rede-Psol (…) Eu fundei a Rede, sou filiada a Rede e na federação Rede-Psol”, reafirmou, buscando contribuir para o fortalecimento do que chamou de “ecossistema” da esquerda.


