Oito tripulantes foram resgatados pela Marinha do Brasil após o navio mercante Latifa ficar cerca de 20 dias à deriva próximo ao município de Calçoene, no Amapá. A operação ocorreu nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026.
Após o resgate, os tripulantes receberam alimentos, água e atendimento médico. Em seguida, foram acompanhados até o município de Santana, onde o navio atracou. A embarcação passará por inspeção para avaliar suas condições.
O Latifa havia partido de Cartagena, na Colômbia, com destino a Montevidéu, no Uruguai, mas sofreu uma falha mecânica e precisou lançar âncora. O grupo resgatado era formado por sete venezuelanos e um belga.
Segundo o capitão de corveta Tiago Pereira, comandante do Navio-Patrulha Bocaina, os tripulantes estavam em boas condições físicas, mas muito abalados psicologicamente devido ao estresse de tantos dias à deriva. Ele afirmou:
““Nós chegamos lá depois de três dias de navegação. A tripulação estava em boas condições físicas, mas muito abalados psicologicamente pelo estresse de tantos dias à deriva.””
Além do risco humanitário, havia preocupação ambiental, pois o navio transportava materiais oleosos, o que exigiu atenção especial durante o reboque.
““Então a gente percebeu que era uma falha mecânica que evoluiu para risco humanitário e ambiental. A Marinha cumpre seu papel de compromisso com a dignidade da vida humana, da proteção da vida humana no mar,””
disse Tiago.
O ajudante da Capitania dos Portos do Amapá, Jorge Brandão, destacou a importância dos canais de emergência. Ele informou que a tripulação estava com poucos mantimentos e precisava de socorro.
““Em caso de qualquer emergência temos o disque 185 que funciona 24h por dia e funciona para busca e salvamento. Em caso de denúncias temos o telefone 24h da Capitania dos Portos o (96) 99112-1538,””
contou.

