O cantor MC Ryan segue detido há três dias na carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo. A informação foi confirmada pela defesa do artista neste sábado, 18 de abril de 2026.
O advogado Felipe Cassimiro, que representa MC Ryan, afirmou: “Por se tratar de prisão temporária, o ideal é que ele permaneça na sede da Superintendência”. Ele se opôs à prisão do cliente, mas ainda não conseguiu reverter a decisão na Justiça.
MC Ryan e mais de 30 pessoas, incluindo funkeiros, influenciadores e empresários do setor musical, foram presos temporariamente na última quarta-feira, 15 de abril, durante a Operação Narco Fluxo da PF. A investigação aponta que os detidos são suspeitos de lavar dinheiro do tráfico de drogas para o Primeiro Comando da Capital (PCC), com uma movimentação total identificada de R$ 1,6 bilhão. A defesa de MC Ryan nega as acusações.
A PF descreve MC Ryan como uma peça central no esquema de lavagem de dinheiro, enquanto a empresa do funkeiro MC Poze é considerada uma ‘operadora atuante’. Na quinta-feira, 16 de abril, a Justiça manteve as prisões de MC Ryan e de outros envolvidos na operação. Dos 39 mandados de prisão, 33 foram cumpridos, e seis suspeitos permanecem foragidos.
Na sexta-feira, 17 de abril, Raphael Souza Oliveira, criador da página Choquei, foi transferido da sede da PF em Goiânia para o Complexo Prisional Policial Penal em Aparecida de Goiânia. Ele é investigado por ter recebido R$ 370 mil de MC Ryan por serviços de publicidade.
Entre os presos estão MC Ryan, o influenciador Chrys Dias e sua esposa, Débora Paixão, que conseguiu a prisão domiciliar. MC Poze do Rodo está detido no Rio de Janeiro. A PF apreendeu veículos de luxo, armas, joias e outros bens durante a operação, incluindo um colar com a imagem de Pablo Escobar.
A investigação da PF revela que o grupo utilizava métodos como venda de ingressos de shows e rifas digitais para ocultar recursos ilícitos. MC Ryan é apontado como líder do esquema, que misturava receitas legítimas com dinheiro de origem criminosa.
Durante as apreensões, a PF confiscou 53 celulares, 56 mídias eletrônicas, 56 itens de joias, 120 armas e munições, 55 carros de luxo e R$ 300 mil em dinheiro. Os veículos apreendidos estão avaliados em mais de R$ 20 milhões.
O advogado Felipe Cassimiro afirmou que não teve acesso aos autos do processo e que isso limita seus comentários. Ele defendeu a integridade de MC Ryan e afirmou que os valores em suas contas têm origem comprovada. O advogado de MC Poze, Fernando Henrique Cardoso Neves, também se manifestou sobre a intenção de buscar a liberdade do cantor.

