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Mentiras em currículos: riscos e consequências no mercado de trabalho

Amanda Rocha
Última atualização: 1 de abril de 2026 03:00
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um levantamento da consultoria Robert Half revelou que 58% dos recrutadores já eliminaram candidatos por inconsistências em currículos nas primeiras etapas de seleção. As mentiras mais comuns incluem exageros em habilidades técnicas, inflar experiências profissionais, afirmar proficiência em idiomas, suavizar motivos de desligamentos anteriores e descrever conquistas de forma grandiosa.

Relatos de pessoas que mentiram em processos seletivos têm ganhado destaque nas redes sociais, especialmente no TikTok. Influenciadores como Taís Pitanga e Dennis Sloboda compartilham histórias que misturam humor e riscos no ambiente corporativo. Um dos vídeos populares de Taís resume: “Minta no currículo. Minta na entrevista. Minta pros colegas de trabalho”.

A designer Giovanna de Meo exemplifica as consequências de mentir. Em 2006, ela afirmou estar se mudando para Brasília, mesmo sem ter um lugar para ficar. A mentira a levou a ser contratada, mas ela reconhece que, mais cedo ou mais tarde, as habilidades serão testadas no trabalho.

A psicóloga e headhunter Taís Targa observa que, frequentemente, as mentiras são exageros em vez de falsificações. Ela alerta que quem mente pode ser marcado no mercado, pois as pessoas conversam. Em casos graves, como falsificação de diplomas, a demissão por justa causa é uma possibilidade.

Além disso, a omissão estratégica é uma prática comum, onde profissionais deixam de mencionar qualificações para não parecerem “qualificados demais”. Recrutadores também têm identificado o uso excessivo de inteligência artificial em respostas, o que pode prejudicar a percepção do candidato.

Marcela Esteves, diretora da Robert Half, destaca que as ferramentas de IA podem ajudar na organização do currículo, mas não substituem a experiência real. A CEO da consultoria CNP, Marcela Zidem, complementa que um currículo bem feito deve ser um documento de credibilidade, não uma peça publicitária.

As histórias que viralizam frequentemente mostram resultados positivos, mas nem todas terminam bem. Algumas levam a promoções, enquanto outras resultam em constrangimentos.

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