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Mercado eleva projeção de inflação para 4,80% e prevê juros mais altos

Amanda Rocha
Última atualização: 20 de abril de 2026 09:57
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para a inflação em 2026, prevendo um índice de 4,80%, em decorrência da intensificação da guerra no Oriente Médio. A nova estimativa supera a projeção anterior de 4,71% e foi divulgada no Boletim Focus do Banco Central (BC) nesta segunda-feira (20).

A pesquisa, realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras, indica que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar acima do teto do sistema de metas, que é de 4,5%. O boletim anterior já havia sinalizado o estouro da meta de inflação em 2026, algo que não ocorria desde maio do ano passado.

Se confirmada a projeção, a inflação de 2026 será superior ao índice registrado no ano passado, que foi de 4,26%. Para 2027, a expectativa de inflação subiu de 3,91% para 3,99%, enquanto a previsão para 2028 permaneceu em 3,60% e para 2029 em 3,50%.

O aumento da inflação impacta diretamente o poder de compra da população, especialmente entre os trabalhadores com salários mais baixos, já que os preços tendem a subir sem que os salários acompanhem esse aumento.

Apesar da elevação na projeção de inflação, o mercado financeiro continua prevendo uma queda na taxa de juros. Atualmente, a taxa Selic está em 14,75% ao ano, após o primeiro corte em quase dois anos, autorizado pelo BC na semana passada. Para o fim de 2026, a estimativa para a Selic passou de 12,50% para 13% ao ano.

Para 2027, a projeção de juros foi ajustada para 11% ao ano e para 2028, a expectativa permanece em 10% ao ano.

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 subiu de 1,85% para 1,86%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, segundo o IBGE. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%.

Além disso, o mercado financeiro revisou sua estimativa para a taxa de câmbio, prevendo que ao fim deste ano o dólar deve ser cotado a R$ 5,30, uma redução em relação à projeção anterior de R$ 5,37. Para o fechamento de 2027, a estimativa caiu de R$ 5,40 para R$ 5,35.

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