O mercado financeiro brasileiro apresentou forte otimismo na quinta-feira (9) e sexta-feira (10) devido às negociações para o fim do conflito entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio.
De acordo com Victor Irajá, no CNN 360°, há uma expectativa positiva em relação à boa vontade dos Estados Unidos para encerrar o conflito. “Há uma percepção de que esse choque de oferta do petróleo pode ser temporário”, afirmou o analista.
Irajá destacou que a elevação do preço do barril de petróleo, que subiu de cerca de US$ 70 antes da guerra para aproximadamente US$ 100, tem impactado os preços em diversos setores. “Esses efeitos podem ser mitigados caso haja um cessar-fogo mais premente, mais permanente”, avaliou.
O analista também observou um movimento de fuga de capitais dos Estados Unidos em direção a mercados emergentes, como o Brasil. “O real tem sido muito beneficiado, os ativos brasileiros de estados em Bolsa também, dado esse cenário de uma busca por exatamente essa fuga de capital dos Estados Unidos”, comentou.
Diferente de momentos anteriores de tensão internacional, como na crise do petróleo de 1973, investidores estão enxergando maior risco nos títulos do Tesouro norte-americano, tradicionalmente considerados os ativos mais seguros do mundo.
Irajá ressaltou a importância da relação comercial entre Brasil e China nesse contexto. “A Vale é muito prejudicada ou beneficiada a cada notícia que vem do Oriente Médio, exatamente por essa importância das exportações de minério de ferro para a China”, exemplificou.
Quanto à permanência desse otimismo no mercado, Irajá ponderou que será necessário acompanhar a evolução do cenário, especialmente em relação às eleições de 2026, que devem apresentar um panorama mais consolidado a partir de abril.


