Lionel Messi e a Associação de Futebol da Argentina (AFA) enfrentam um processo judicial após a ausência do jogador em um amistoso realizado em outubro do ano passado, em Miami, nos Estados Unidos.
O jogo contra a Venezuela, que ocorreu no Hard Rock Stadium, foi marcado pela não participação do atleta, o que levou a empresa promotora do evento, a VID Music Group, a registrar um processo por fraude e quebra de contrato no dia 31 de março deste ano, no Circuito de Tribunais do condado de Miami-Dade, na Flórida.
Além de Messi e da AFA, o agente Julián Marcos Kapelan também é alvo do processo. Segundo informações do jornal americano The Athletic, Messi é acusado de conspiração com o agente e a AFA para persuadir a VID a assinar acordos com a AFA “sob falsas promessas”.
O jogador também enfrenta acusações de declaração falsa negligente e interferência ilícita em contrato. Messi não foi relacionado para a partida contra a Venezuela, que terminou com a vitória da Argentina por 1 a 0, e assistiu ao jogo do camarote com sua família.
A VID Music Group alega que foi informada da ausência de Messi apenas um dia antes do jogo e que não recebeu comunicação oficial da AFA. A empresa afirma que a ausência do jogador quebrou o contrato e impactou diretamente o público presente, que foi de 15 mil torcedores, equivalente a 23% da capacidade do estádio.
No processo, a VID também afirma ter pago 7 milhões de dólares à AFA pelos direitos exclusivos de organização e promoção dos jogos da Data FIFA. Além do amistoso contra a Venezuela, a empresa foi responsável pela partida entre Argentina e Porto Rico no mesmo mês. Parte do acordo previa a participação de Messi por pelo menos 30 minutos em ambas as partidas, exceto em caso de lesão, sendo sua presença considerada “um elemento central para o valor comercial” do evento.

