Autoridades do México anunciaram, nesta terça-feira (21), o reforço na segurança antes dos jogos da Copa do Mundo 2026, após um ataque a tiros nas pirâmides de Teotihuacán, que resultou na morte de um turista canadense.
O governo informou que o autor do crime, um homem de 27 anos, teria sido influenciado por episódios violentos ocorridos no exterior. Armado e com uma faca na mochila, ele disparou do alto de uma das pirâmides, causando pânico entre os visitantes. Após o ataque, o homem tirou a própria vida.
As autoridades afirmaram que ele agiu sozinho e efetuou 14 disparos contra visitantes e agentes da Guarda Nacional. Luis Cervantes, procurador-geral do Estado do México, revelou que foram encontrados documentos com referências ao massacre de Columbine, ocorrido em 1999, além de indícios de comportamento psicopático. “Entre seus pertences, havia literatura, imagens e documentos relacionados a atos de violência que podem ter ocorrido nos Estados Unidos em abril de 1999”, declarou Cervantes em coletiva.
Testemunhas relataram que o atirador mencionou Columbine durante a ação. Um turista comentou que temeu um número maior de vítimas: “Ele continuava atirando. Não sei por que parou depois de uma pessoa. Ainda bem que parou”.
O gabinete de segurança do México informou que 13 pessoas ficaram feridas, incluindo crianças de 6 e 13 anos. As vítimas são de diferentes países, como Canadá, Estados Unidos, Colômbia, Rússia, Brasil e Holanda, sendo que sete delas sofreram ferimentos por disparos.
O ministro da Segurança, Omar García Harfuch, afirmou que a resposta das autoridades foi imediata e que haverá um reforço na segurança em sítios arqueológicos e pontos turísticos. Teotihuacán, que recebe cerca de 1,8 milhão de visitantes por ano, será reaberta nesta quarta-feira (22) com medidas adicionais de segurança, segundo a presidente Claudia Sheinbaum.
A presidente também reiterou o compromisso do país em garantir a segurança durante a Copa do Mundo, que começará em 11 de junho na Cidade do México. Ela se reuniu com representantes da Fifa para discutir a logística do evento. “Nunca vimos algo assim no México”, afirmou. “Pelas investigações, trata-se de um indivíduo com sinais de problemas psicológicos, influenciado por eventos ocorridos no exterior.”
O tema da segurança já vinha sendo questionado após a captura e morte do narcotraficante conhecido como “El Mencho”, em março, que desencadeou episódios de violência em diferentes regiões do país.


