Uma faixa de cana-de-açúcar foi destruída às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255), entre Jaú e Bocaina, após a passagem de um fenômeno meteorológico na região. A Defesa Civil de Bocaina aponta a microexplosão como a principal hipótese para os danos.
Imagens aéreas do local mostram falhas no canavial, com trechos inteiros da plantação devastados, enquanto áreas vizinhas permaneceram praticamente intactas. A extensão da área atingida é estimada entre dois e três quilômetros.
“Na tarde de segunda-feira, tivemos uma chuva forte na área rural de Bocaina. Nesse ponto específico, existe a possibilidade de ter ocorrido um fenômeno meteorológico chamado microexplosão”, explicou o coordenador da Defesa Civil de Bocaina.
O coordenador detalhou que a microexplosão ocorre quando a nuvem não consegue sustentar o volume de água acumulado e libera tudo de forma repentina. “É como se a nuvem descarregasse toda a água de uma vez, provocando chuva muito intensa e ventos fortes, como uma explosão”, disse.
A microexplosão é um fenômeno típico de tempestades severas. Ela acontece quando uma poderosa corrente de ar desce da nuvem em direção ao solo e, ao atingir a superfície, se espalha horizontalmente, provocando rajadas intensas de vento que podem superar os 100 km/h.
De acordo com a Climatempo, nuvens do tipo cumulonimbus podem provocar chuvas torrenciais, granizo, descargas elétricas e ventos intensos. Esses fenômenos podem ser tornados ou downbursts (micro ou macroexplosões).
“Tornado, microexplosão, macroexplosão e dowburst são basicamente correntes de ar extremamente fortes que se desprendem da base de algumas nuvens cumulonimbus”, afirma a Climatempo.
A diferença entre esses fenômenos está na forma como as correntes de ar se comportam: a microexplosão é uma corrente de ar descendente concentrada numa menor área de base da nuvem, enquanto a macroexplosão se concentra numa área maior.

