Diversos veículos de imprensa estatais iranianos desmentiram, nesta terça-feira (21), notícias sobre a chegada de negociadores do Irã ao Paquistão para conversas de paz. A informação foi divulgada após fontes afirmarem que uma delegação americana estaria a caminho do país para discutir pontos de atrito.
A agência de notícias estatal Tasnim informou que “até o momento, nenhuma delegação do Irã entrou no Paquistão”. Além disso, a emissora estatal IRIB destacou que as autoridades iranianas “não aceitam negociações sob a sombra de ameaças e descumprimento de compromissos”.
Ministros do governo iraniano, oficiais militares e veículos de comunicação estatais têm emitido mensagens contraditórias sobre a disposição de Teerã em negociar uma trégua nos combates, o que sugere indícios de desunião entre as autoridades.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou os “sinais contraditórios e pouco construtivos de autoridades americanas”, mencionando uma “profunda desconfiança histórica” em relação à Casa Branca. O principal negociador do país, Mohammed Ghalibaf, também se alinhou a essas críticas.
Apesar das declarações negativas, um funcionário iraniano afirmou à agência de notícias Reuters que Teerã estava “avaliando positivamente” sua participação nas negociações. A situação se complica ainda mais com o assassinato do ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em fevereiro, por uma operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel, que dividiu as estruturas de poder em Teerã.
No início de março, Mojtaba Khamenei foi nomeado sucessor de seu pai, mas não foi visto em público desde sua posse.

