O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em busca de alianças em Minas Gerais, um estado crucial nas eleições presidenciais e o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
Ambos enfrentam dificuldades para garantir palanques sólidos. Lula aposta no ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que se filiou ao PSB, mas ainda não confirmou sua candidatura. Sem Pacheco, a esquerda enfrenta um cenário desolador no estado.
Por outro lado, o PL se encontra em uma encruzilhada. O atual governador Mateus Simões (PSD) apoia o presidenciável Romeu Zema (Novo), o que dificulta a formação de um palanque forte para Flávio. Simões, além disso, não alcança dois dígitos nas pesquisas.
Outra opção para o PL é o senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as sondagens, mas é visto com desconfiança por lideranças do partido devido à sua ideologia. Uma terceira alternativa é Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiemg), que se filiou ao PL, mas possui pouca experiência política e expressividade de votos.
Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), destaca que Minas Gerais é um eleitorado volátil, citando a derrota de Aécio Neves (PSDB) em 2014 como exemplo. Ele afirma que Minas é um campo de batalha importante, e o PL deve focar na maximização de votos para a direita e para o projeto nacional de Flávio Bolsonaro.


