A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026. Ela é ré pelo homicídio do próprio filho, ocorrido em 2021.
No último sábado, 18, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa de Monique e manteve a ordem de prisão preventiva. A decisão foi tomada após análise de um recurso da defesa contra uma determinação anterior do próprio ministro, que reestabeleceu a prisão ao entender que a revogação feita pela Justiça de primeira instância violou a autoridade de decisões do STF.
Com a suspensão do julgamento marcado para março, a juíza Elizabeth Machado Louro remarcou a decisão para 25 de maio e determinou a soltura de Monique. A magistrada considerou a manobra da defesa de Jairinho “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.
Henry Borel Medeiros foi morto na madrugada de 8 de março de 2021 no Rio. Segundo as investigações, a criança faleceu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática. Embora Monique e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, tenham alegado que Henry caiu da cama, peritos descartaram essa hipótese. O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões.


