O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) comprove a qualificação profissional de Carlos Eduardo Antunes Torres para atuar como acompanhante do ex-presidente durante seu período de prisão domiciliar.
Moraes autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias após sua internação no final de março, justificando a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.
Na quinta-feira (2), a defesa solicitou que Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro e descrito como “pessoa de confiança da família”, pudesse permanecer na residência para auxiliar nos cuidados diários.
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Moraes destacou que a autorização da prisão domiciliar previa a indicação de profissionais com qualificação técnica, como enfermeiros ou técnicos de enfermagem, para o acompanhamento contínuo de Bolsonaro.
Em decorrência disso, o ministro determinou que a defesa apresente, em até 48 horas, as qualificações do irmão da ex-primeira dama para que ele possa atuar como cuidador.
No mesmo despacho, Moraes autorizou a inclusão de um novo médico ortopedista na equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, permitindo visitas sem necessidade de comunicação prévia, desde que respeitadas as condições já impostas pela Corte.


