A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou nesta segunda-feira, 6, a morte de Majid Khademi, chefe de sua organização de inteligência, em um ‘ataque terrorista do inimigo americano-sionista’, referindo-se aos Estados Unidos e Israel.
Horas após o anúncio, Israel reivindicou a responsabilidade pela ação, conforme informações da Reuters. A morte de Khademi ocorre em um contexto de escalada militar que já impacta a segurança energética global, com o preço do petróleo operando na faixa de US$ 110 por barril.
Essa situação se agrava com novas ameaças relacionadas ao estreito de Ormuz, que é o principal corredor marítimo para a exportação de petróleo e gás do Golfo. A morte do general acontece na véspera de um novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou lançar uma nova onda de ataques caso o Irã não aceite, até a noite de terça-feira, 7, a reabertura do estreito para o tráfego internacional.
O governo iraniano, por sua vez, rejeitou a possibilidade de negociação sob pressão e informou, por meio de intermediários, que não concorda em reabrir o estreito como parte de um cessar-fogo temporário.
No mercado, a reação foi imediata. O petróleo segue sob forte tensão desde o agravamento do conflito: nesta segunda-feira, 6, o barril do Brent era negociado a US$ 108,67, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, marcava US$ 110,58. Apesar de um leve recuo, os dois contratos ainda refletem a disparada da sessão anterior, quando dois indicadores subiram 11% e 8%, no maior salto absoluto desde 2020.
O centro da crise continua sendo o estreito de Ormuz. Segundo a Agência Internacional de Energia, cerca de 20 milhões de barris por dia transitaram pela passagem em 2025, o que representa aproximadamente 25% do comércio marítimo global de petróleo. Essa rota também é responsável por 19% do comércio mundial de gás natural liquefeito.
Em paralelo, Estados Unidos e Irã estão analisando uma proposta de cessar-fogo articulada por intermediários, que prevê a interrupção imediata das hostilidades e a negociação de um acordo mais amplo em 15 a 20 dias. Contudo, o plano ainda não foi aprovado pela Casa Branca, e os ataques continuam.

