Mato Grosso do Sul receberá 46.530 doses da vacina contra a chikungunya, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. As doses serão enviadas para as cidades de Dourados e Itaporã, onde há um maior número de casos da doença. O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026.
Do total de doses, 43.530 serão destinadas a Dourados e 3 mil a Itaporã. Essa ação faz parte de um conjunto de medidas para conter o avanço da chikungunya, que inclui reforço no atendimento, aumento da vigilância, ampliação de exames e apoio direto aos municípios.
De acordo com o último boletim da SES, Mato Grosso do Sul registra 1.764 casos confirmados, 3.657 casos prováveis e 7 mortes pela doença. Dourados foi incluído em uma estratégia piloto nacional de vacinação, e o planejamento para a aplicação das doses está em andamento, seguindo critérios técnicos e orientações do Ministério da Saúde.
““A operacionalização da vacinação está sendo organizada de forma integrada, considerando a realidade epidemiológica do território e as diretrizes nacionais”, disse Crhistinne Maymone, secretária-adjunta de Saúde.”
A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destacou que a distribuição das doses considera a situação da doença na região.
““Dourados concentra o maior volume de doses devido ao cenário epidemiológico, e toda a estratégia está sendo estruturada para garantir uma implementação segura e eficiente”, afirmou.”
O governo do estado também ampliou o atendimento em Dourados, com a criação de 15 leitos exclusivos para pacientes com chikungunya no Hospital Regional, sendo 10 para adultos e 5 para crianças. Essa medida é temporária e visa organizar o atendimento diante do aumento de casos.
A SES também intensificou o apoio aos municípios no controle do mosquito Aedes aegypti, com ações que incluem envio de equipamentos, uso de fumacê, borrifação e trabalho de equipes para identificar criadouros e orientar a população. A atuação é priorizada em territórios indígenas, com presença de equipes e capacitação de agentes.
A SES recomenda que a população elimine água parada e procure atendimento de saúde ao apresentar sintomas como febre alta, dores nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele, além de evitar a automedicação.

