A Nasa lançou nesta quarta-feira (1º) a missão Artemis II, que leva quatro astronautas rumo à Lua. O lançamento ocorreu no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, e foi acompanhado por milhares de pessoas.
O comandante da missão, Reid Wiseman, comentou logo após a decolagem: “Temos um belo nascer da Lua e estamos indo direto para lá”. Durante as primeiras 24 horas, a cápsula Orion permanecerá na órbita da Terra, e na quinta-feira (2) os astronautas seguirão em direção à Lua.
Se a missão for bem-sucedida, o programa Artemis planeja enviar astronautas ao solo lunar em dois anos, quase 60 anos após a histórica missão Apollo 11. Os Estados Unidos e seus aliados também pretendem construir uma base na Lua, marcando o início de uma nova era de exploração lunar.
A missão conta com uma tripulação diversificada: Victor Glover, que será o primeiro homem negro em uma missão lunar; Christina Koch, a primeira mulher a ir ao nosso satélite; e Jeremy Hansen, o primeiro canadense a participar de uma missão lunar. O foguete utilizado é o SLS, o mais potente do mundo, com quase 100 metros de altura.
A viagem de dez dias é um teste para verificar se a cápsula Orion conseguirá atravessar os 385 mil km até a Lua e retornar em segurança. Os astronautas passarão a 7 mil km da Lua, realizando uma volta ao redor do satélite e ficando 40 minutos sem comunicação com o centro de comando.
O objetivo final do programa Artemis é estabelecer uma base americana na Lua para explorar seu potencial. O professor da Universidade Naval de Guerra, David Burbach, destacou que esta missão é uma oportunidade para testar a cápsula Orion com astronautas e realizar operações no espaço profundo.
O programa Artemis representa um novo capítulo na corrida espacial do século XXI, com a Nasa buscando retomar a exploração lunar em meio a novas rivalidades, como a da China, que já lançou missões não tripuladas para a Lua.


