As obras antienchentes nas avenidas Bady Bassitt e Alberto Andaló em São José do Rio Preto (SP) mudaram significativamente o cenário de alagamentos na cidade. A conclusão das intervenções, em abril de 2017, trouxe alívio após anos de tragédias, incluindo mortes e resgates dramáticos durante chuvas intensas.
Os trabalhos foram iniciados em 2015, após a Prefeitura anunciar em 2013 a necessidade de intervenções, com um custo inicial de R$ 125 milhões. O valor final superou R$ 160 milhões, devido a contratempos e exigências da comunidade e da imprensa por uma solução para os alagamentos frequentes.
Entre os episódios marcantes, destaca-se o resgate de Gisele Cristina Nunes, que em outubro de 2009 ficou presa em uma enxurrada. A balconista foi salva por voluntários que usaram uma corda para retirá-la da água, em uma cena que repercutiu em todo o país.
“”Na hora em que eu a vi levantando a mão, você não pensa duas vezes, você tenta salvar”, disse Reginaldo Sousa Figueiredo, um dos voluntários que ajudou no resgate.”
As obras incluíram a modernização do sistema de drenagem pluvial, construção de piscinões, implantação de aduelas e redes de tubos de concreto. As intervenções foram realizadas em 50 bairros, começando pela Avenida Brasilusa, um dos pontos mais críticos da cidade.
Apesar das melhorias, o processo de construção enfrentou críticas de comerciantes que relataram prejuízos devido à interdição das vias. Em novembro de 2015, chuvas intensas causaram danos às obras, resultando em atrasos e custos adicionais.
Após 23 meses de trabalho, a Avenida Bady Bassitt foi totalmente liberada em 18 de abril de 2017, marcando o fim das obras antienchentes e a esperança de um futuro sem tragédias relacionadas a alagamentos.

