O operador de máquina Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, é suspeito de matar o chefe José Wilson de Oliveira, de 60 anos, em Piumhi, Minas Gerais. O crime ocorreu na terça-feira, 7, após uma advertência disciplinar recebida por Sinésio.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, José Wilson advertiu formalmente Sinésio por não preencher relatórios diários. Após se recusar a assinar o documento, Sinésio foi suspenso por três dias. Ele então se dirigiu à casa do chefe, localizada no bairro Jardim América.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Sinésio chega à residência, toca a campainha e, ao ser atendido, saca uma arma de fogo que estava escondida na cintura. Dentro da garagem, ele atirou no peito de José Wilson.
A esposa da vítima, Leila de Oliveira, presenciou o crime e relatou que o agressor ainda a ameaçou antes de fugir, disparando um tiro para o alto. José Wilson foi socorrido pelo Samu e levado ao Pronto-Socorro de Piumhi, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, Sinésio fugiu com o apoio de familiares. Ele passou por sua residência, onde imagens mostram uma tia prestando ajuda, e seguiu para uma propriedade rural, onde deixou o uniforme do SAAE e uma espingarda calibre 28.
A prisão de Sinésio ocorreu em Pedra do Indaiá, a cerca de 100 km do local do crime. Ele foi abordado pela Polícia Militar enquanto tentava fugir em um Fiat Strada, dirigido por um primo. Durante a abordagem, Sinésio indicou onde havia escondido a arma do crime.
Um revólver calibre 32, da marca Taurus, foi encontrado enterrado em um saco plástico na fazenda da tia. A arma tinha duas munições deflagradas e quatro intactas. Sinésio confessou não possuir registro do armamento.
O autor do crime e os envolvidos na fuga foram encaminhados à Delegacia de Piumhi, onde o caso segue sob investigação.

