Oscar Schmidt, conhecido como ‘Mão Santa’ e maior ídolo do basquete brasileiro, foi cremado na noite de sexta-feira, 17 de abril de 2026, com a camisa da seleção brasileira de basquete. A cerimônia foi reservada apenas a familiares e o local da cremação não foi divulgado.
O ex-jogador faleceu na tarde de sexta após passar mal em sua casa, localizada em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), onde chegou em parada cardiorrespiratória. Apesar do atendimento da equipe de emergência, não resistiu e faleceu aos 68 anos.
Oscar lutava contra um tumor cerebral desde 2011. A causa da morte não foi oficialmente divulgada. Reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, ele detinha recordes significativos, incluindo o de maior pontuador da história da seleção brasileira e dos Jogos Olímpicos.
A família de Oscar agradeceu as manifestações de apoio e informou que a despedida foi realizada de forma discreta, restrita a parentes próximos. “A despedida foi realizada de forma discreta apenas entre parentes próximos”, informou uma foto com texto publicado na página oficial de Oscar no Instagram.
Nos últimos anos, Oscar enfrentou problemas de saúde, incluindo um câncer no cérebro e arritmia cardíaca, mas sempre manteve o bom humor e a vontade de viver. Ele encerrou sua carreira nas quadras no Flamengo, em 2003.
Em 2011, durante uma viagem de férias com a família nos Estados Unidos, Oscar passou mal e foi diagnosticado com um tumor benigno de 7 cm, que foi removido em cirurgia. Dois anos depois, recebeu a notícia de um tumor maligno de 8 cm. “Fiz 30 radioterapias, fiz várias quimioterapias, faço até hoje, mas estou vivo. Uma vida incrível”, disse Oscar em uma de suas declarações.
Oscar continuou em tratamento nos anos seguintes e, em 2016, foi diagnosticado com arritmia cardíaca, passando por internações nos Estados Unidos e no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Nos últimos dois anos, ele viveu de forma mais reservada, dedicando tempo à família e à recuperação, o que o impediu de comparecer a uma homenagem do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na semana anterior à sua morte.
Oscar foi eleito para o Hall da Fama do COB, e seu filho Felipe o representou na cerimônia. Ele costumava afirmar que viver intensamente era o mais importante: “Não brinque com a vida. Viva ela intensamente naquilo que você puder. Se você tem dez, viva dez. Se você tem 20, viva 20. E se você tiver muito, viva muito. Porque ela é uma só e quando acaba, acabou”.

