Ouro e prata encerraram a sessão de quarta-feira (8) em alta significativa após a confirmação de um acordo temporário de cessar-fogo no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz. O acordo reduziu as tensões na região e enfraqueceu o dólar.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho fechou em alta de 2%, a US$ 4.777,2 por onça-troy. A prata para maio teve um avanço de 4,72%, atingindo US$ 75,385 por onça-troy.
O metal dourado já apresentava forte valorização durante a noite, alcançando o valor mais alto desde 19 de março, após a trégua temporária entre Estados Unidos, Israel e Irã. Apesar da confirmação de uma violação do acordo pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, os metais preciosos mantiveram-se em alta.
Analistas do banco ING ressaltam que o ouro ainda está cerca de 11% abaixo das máximas registradas em fevereiro, após uma liquidação forçada durante a escalada das tensões no Oriente Médio, que temporariamente diminuiu seu apelo como porto seguro. No entanto, há indícios de estabilização no sentimento do mercado.
O TD Securities aponta que os custos de oportunidade em manter metais preciosos devem continuar altos, mesmo com o cessar-fogo, já que levará tempo para reverter as altas expectativas de inflação. Especialistas afirmam que, com a normalização nos mercados de energia e nas taxas de juros, além da desvalorização do dólar, o ouro pode retornar a valores acima de US$ 5.000 no segundo semestre de 2026.

