O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 1 de abril de 2026, impulsionado pela fraqueza do dólar e por expectativas de contenção da escalada no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O movimento reflete uma retomada moderada da demanda por proteção, em meio a ajustes nos mercados de câmbio e petróleo. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou em alta de 2,92%, a US$ 4.783,20 por onça-troy. A prata para o mesmo mês avançou 1,55%, a US$ 76,078 por onça-troy.
Analistas da Sucden Financial afirmam que o movimento sugere uma reconstrução do fôlego do ouro, embora os ganhos permaneçam moderados e dependentes da dinâmica do dólar e do petróleo. A perspectiva de curto prazo segue construtiva, com suporte adicional vindo da moeda americana mais fraca.
“‘O metal estendeu os ganhos pela quarta sessão consecutiva’, afirmam analistas do ING, destacando que isso é impulsionado pela percepção de que a guerra no Oriente Médio pode se aproximar do fim após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.”
O banco holandês também pondera que o metal segue vulnerável a um aperto de liquidez global e a um dólar mais forte, embora as quedas recentes tenham sido acompanhadas por compras, e não por perda de confiança. Dados sobre compras de bancos centrais serão determinantes para avaliar se a desaceleração recente é temporária.
Do lado técnico, Joseph Chai, da RHB Retail Research, avalia que o momento altista pode estar se reacelerando, com o ouro podendo testar resistência em US$ 4.800 por onça. Ele ressalta, porém, que as médias móveis de 20 e 50 dias ainda atuam como resistência, limitando avanços mais expressivos no curto prazo.

