O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, que os novos pedidos de seguro-desemprego no país recuaram na semana encerrada em 11 de abril. O número de solicitações iniciais ficou em 207 mil, uma queda de 11 mil em relação à semana anterior, cujo dado revisado passou de 219 mil para 218 mil pedidos.
Esse resultado indica que o mercado de trabalho americano continua sólido, mesmo em um ambiente de juros altos e crescimento econômico mais moderado. A média móvel de quatro semanas, considerada um indicador mais estável, subiu levemente para 209.750 pedidos, um avanço de 500 na comparação com a leitura anterior.
Além disso, o total de pessoas que seguem recebendo o benefício, conhecido como seguro-desemprego continuado, aumentou para 1,818 milhão na semana encerrada em 4 de abril, com uma alta de 31 mil. A taxa de desemprego segurado permaneceu em 1,2%, sem alteração em relação à semana anterior.
Os números sugerem que as empresas americanas ainda evitam cortes mais agressivos de pessoal, apesar do impacto prolongado da política monetária restritiva do Federal Reserve. O aumento no número de beneficiários contínuos pode indicar que alguns trabalhadores estão levando mais tempo para conseguir recolocação.
Para os mercados, esses dados reforçam a percepção de que a economia dos Estados Unidos continua resiliente. Um mercado de trabalho forte tende a sustentar o consumo, que é o principal motor do PIB americano, mas também pode dificultar cortes de juros mais rápidos pelo Fed, já que pressões salariais e inflacionárias permanecem no radar.
Com isso, investidores continuam monitorando indicadores de emprego em busca de sinais mais claros sobre quando o banco central americano poderá iniciar um ciclo de flexibilização monetária.

