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Pentágono intensifica planejamento para operação militar em Cuba

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de abril de 2026 18:30
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Pentágono está intensificando o planejamento de uma possível operação militar em Cuba, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorize uma intervenção na ilha. A informação foi divulgada pelo jornal USA Today nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, com base em fontes que preferiram não se identificar.

A movimentação ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e Havana, que se intensificou desde o início do ano, quando a Casa Branca passou a classificar Cuba como uma “ameaça” à segurança nacional. Essa decisão foi acompanhada pelo endurecimento do cerco econômico à ilha, incluindo restrições no envio de petróleo.

A escassez de combustível já afeta o cotidiano da população cubana, agravando a crise energética no país e resultando em apagões prolongados, com quase 18 horas diárias sem eletricidade. Apesar do foco recente dos EUA na guerra com o Irã, o interesse em promover uma mudança de regime em Cuba não é ocultado.

Em declarações recentes, Trump afirmou que espera ter, em breve, a “honra” de “tomar Cuba, de alguma forma”. Ele declarou: “Posso fazer o que quiser com Cuba” e indicou que o país pode se tornar um próximo alvo após o conflito no Oriente Médio.

Por outro lado, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país está preparado para responder a qualquer agressão. “Vamos lutar, vamos nos defender e, se cairmos em batalha, morrer pela pátria é viver”, declarou em uma entrevista recente.

Apesar da escalada das tensões, Washington e Havana ainda mantêm canais de diálogo. Segundo a agência AFP, há conversas “muito preliminares” entre os dois países para tentar conter a crise. O secretário de Estado Marco Rubio, de origem cubana e homem de confiança de Trump, tem liderado as negociações com Havana e defendido mudanças políticas profundas no país.

A hipótese de uma intervenção americana em Cuba não é nova e remonta à Revolução de 1959, que levou Fidel Castro ao poder. A possibilidade voltou a ganhar força após a operação conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro.

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