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Percepção de urgência climática cai 7 pontos no Brasil, aponta pesquisa

Amanda Rocha
Última atualização: 23 de abril de 2026 21:05
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A percepção de urgência para agir contra as mudanças climáticas caiu no Brasil, conforme pesquisa divulgada pela Ipsos. Em 2026, 70% dos entrevistados afirmam que é preciso agir imediatamente para evitar impactos às próximas gerações, uma queda de 7 pontos percentuais em relação a 2021.

O recuo na percepção de urgência segue uma tendência global. O estudo mostra que o desejo individual de agir diminuiu em todos os 26 países analisados desde 2021. Apesar disso, o Brasil foi o país com a menor queda nesse período.

A pesquisa indica que essa mudança não reflete desinteresse, mas sim uma transferência de responsabilidade. A população tem cobrado mais ações de governos e empresas no enfrentamento da crise climática.

““Os cidadãos estão, cada vez mais, buscando a liderança dos governos e das empresas, por entenderem que o peso da ação não pode recair apenas sobre os indivíduos. Nesse sentido, os dados nos mostram não uma história de indiferença, mas de exaustão e mudança de expectativas”, afirmou Priscilla Branco, Diretora de Opinião Pública da Ipsos no Brasil.”

Globalmente, 61% dos entrevistados concordam que é necessário agir agora. No Brasil, 71% avaliam que o país deveria fazer mais para combater as mudanças climáticas, acima da média mundial de 59%.

O levantamento também aponta preocupação com os impactos do clima. A maioria dos entrevistados teme eventos extremos nos próximos anos, como ondas de calor, tempestades e secas. A pesquisa ouviu mais de 23 mil pessoas em 31 países, incluindo cerca de mil entrevistados no Brasil.

Os países do G7 não se saem melhor: apenas 25% acreditam que seu país está na liderança do combate às mudanças climáticas, enquanto 35% discordam. O relatório destaca uma divisão sobre a percepção de que há um plano governamental claro para combater as mudanças climáticas: 32% dos entrevistados afirmam que seus governos não têm um plano, contra 30% que acreditam na existência de um. No Brasil, 33% acreditam que há um plano claro.

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