O perfil da ‘Choquei’ se manifestou publicamente pela primeira vez desde a prisão de Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, ocorrida em uma operação policial que investiga transações ilegais estimadas em R$ 1,6 bilhão.
Em comunicado publicado nesta terça-feira, 21, o perfil afirmou nunca ter tido vínculo com organizações criminosas e expressou confiança de que a regularidade da atuação profissional de Raphael será “integralmente demonstrada perante as autoridades competentes”.
Raphael Sousa foi preso durante a deflagração da Operação Narcofluxo, realizada na última quarta-feira, 15. As investigações apuram uma suposta relação de influenciadores digitais com a divulgação de conteúdos ligados ao tráfico de drogas e à promoção de atividades criminosas nas redes sociais.
As autoridades informaram que a operação visa desarticular um esquema que utiliza perfis de grande alcance para aumentar a visibilidade de organizações criminosas, além de monetizar conteúdos associados ao chamado “narcofluxo”. Raphael foi detido em Goiânia e estava na Superintendência da Polícia Federal.
No dia 17, Raphael foi transferido para o Núcleo Especial de Custódia, localizado no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
No comunicado, a página da ‘Choquei’ se autodenomina um “veículo digital em atividade há mais de uma década, dedicado à cobertura da cultura pop, entretenimento, música, cinema e ao cotidiano do universo artístico”.
““No que se refere às pessoas mencionadas no contexto investigativo, esclarece-se que as relações profissionais existentes limitaram-se à prestação de serviços publicitários regularmente contratados, vinculados à divulgação de seus trabalhos artísticos, musicais e de suas atividades como influenciadores digitais, tal como ocorre e sempre ocorreu com diversos outros artistas, influenciadores e marcas atendidos ao longo de sua trajetória no mercado”, afirma a nota.”
O perfil argumenta que Raphael não possui antecedentes criminais e conta com patrimônio regularmente declarado, além de atividade econômica formalizada. Contudo, a página ressalta que, “por respeito à regularidade das investigações em curso e ao sigilo que as protege, a defesa não fará, neste momento, comentários sobre pontos específicos da apuração, reservando-se a prestar, no instante processual adequado, os esclarecimentos devidos, com o correspondente suporte probatório, perante os órgãos competentes e sob o crivo do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”.


