A pesquisa Quaest de abril, divulgada em 15 de abril de 2026, mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em uma simulação de segundo turno para as eleições de 2026. Flávio registra 42% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 40%. O resultado configura um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos.
O diretor da consultoria Quaest, Felipe Nunes, afirmou que esse cenário reflete a piora na avaliação do governo e na percepção sobre a economia, influenciadas pelo aumento dos preços dos alimentos e pelo endividamento das famílias. Na simulação do primeiro turno, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 32%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar com 6%, em empate técnico com Romeu Zema (Novo), que registra 3%.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. O nível de confiança é de 95%.
Flávio Bolsonaro, pela primeira vez, ultrapassa Lula em uma simulação de segundo turno. Na pesquisa anterior, realizada em março, ambos estavam empatados com 41%. Nunes destacou que os números de abril confirmam uma tendência de perda de vantagem do presidente, que em dezembro de 2025 estava dez pontos à frente do senador.
“”O empate no segundo turno também é um reflexo do empate no medo que cada um dos dois lados representa”, afirmou Nunes.”
A pesquisa revelou que 43% dos entrevistados têm mais medo da volta da família Bolsonaro, enquanto 42% temem a continuidade do governo Lula. A rejeição é alta para ambos: 55% para Lula e 52% para Flávio. Além disso, 57% dos eleitores afirmaram que sua escolha é definitiva, enquanto 43% ainda podem mudar de voto.
Em relação à aprovação do governo Lula, 52% desaprovam e 43% aprovam. A desaprovação aumentou desde fevereiro, quando era de 49%. Entre os evangélicos, a desaprovação subiu de 61% em março para 68% em abril, enquanto a aprovação caiu de 33% para 28%.
A pesquisa também revelou que 72% dos entrevistados possuem dívidas, um aumento em relação aos 65% registrados em maio de 2025. A maioria (70%) apoia programas do governo que ajudem famílias endividadas, e 46% aprovam o programa Desenrola, destinado à renegociação de dívidas.
A percepção econômica é negativa, com 72% dos brasileiros notando aumento nos preços dos alimentos, um salto em relação aos 59% do mês anterior. Nunes destacou que 71% dos entrevistados relataram diminuição no poder de compra em comparação a 2025.

