A nova rodada do Paraná Pesquisas, divulgada em 30 de março, indica que a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está cada vez mais equilibrada. Embora Lula ainda lidere no primeiro turno, a vantagem diminuiu, enquanto o segundo turno permanece indefinido, com empate técnico e leve oscilação a favor do candidato do PL.
No primeiro turno, Lula aparece com 41,3% das intenções de voto, contra 37,8% de Flávio. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos, há empate técnico, algo que não era observado com tanta clareza em levantamentos anteriores. No segundo turno, Flávio lidera numericamente com 45,2%, enquanto Lula registra 44,1%, também dentro da margem de erro.
O levantamento mostra que 53,3% dos entrevistados afirmam que Lula não merece ser reeleito, contra 43,7% que apoiam um novo mandato. Os dados indicam que a vantagem de Lula se estreitou, configurando um empate técnico, e reforçam a percepção de que a liderança do petista já não é mais folgada.
Antes do novo levantamento, os institutos já apontavam empate técnico generalizado. A AtlasIntel mostrava Flávio numericamente à frente; a Genial/Quaest indicava igualdade absoluta; o Datafolha trazia vantagem numérica de Lula dentro da margem; e o Paraná já sinalizava leve vantagem do senador. Com a nova pesquisa, esse padrão se mantém e se intensifica.
Os dados reforçam a leitura de que Flávio Bolsonaro segue em ascensão. Nas últimas semanas, diferentes institutos registraram crescimento do senador, acompanhado por uma leve oscilação negativa de Lula. O novo Paraná Pesquisas confirma esse movimento ao reduzir ainda mais a distância no primeiro turno e manter Flávio numericamente à frente no segundo.
As diferenças metodológicas entre os institutos continuam existindo, mas o diagnóstico central é praticamente unânime. A AtlasIntel tende a registrar percentuais mais altos para Lula no primeiro turno; a Genial/Quaest aponta maior fragmentação; o Datafolha destaca a evolução recente da disputa; e o Paraná Pesquisas evidencia o avanço de Flávio. Todos convergem para o mesmo ponto: a eleição está aberta e será decidida por margens estreitas.
O conjunto dos levantamentos aponta para uma eleição altamente polarizada, com dois polos bem definidos e pouca margem para terceiros nomes. Lula mantém uma base sólida e segue competitivo, mas já não consegue transformar essa vantagem inicial em domínio na simulação final. Flávio aparece em trajetória ascendente, reduzindo a distância e se mostrando competitivo em todas as frentes.


