A Polícia Federal (PF) concluiu que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, cometeu suicídio em sua cela. Mourão foi encontrado desacordado na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais em abril e faleceu dois dias depois no hospital.
A investigação reuniu cinco laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte. Segundo fontes da PF, o inquérito concluiu que não houve participação de terceiros ou pressão externa no caso. O vídeo da cela mostrou Mourão sozinho no momento em que tentou se enforcar.
O processo corre em segredo de justiça, e a PF ainda não divulgou os resultados detalhados de cada laudo. A expectativa é que a instituição solicite a quebra do sigilo do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 23.
Os laudos realizados foram: o laudo toxicológico, que analisou sangue e urina de Mourão; o laudo necroscópico, que investigou as causas da morte e lesões no corpo; o laudo de local de crime, que avaliou imagens das câmeras de segurança da cela; o laudo das roupas, que examinou as condições das vestimentas de Mourão; e o laudo de análise do celular do plantão da PF, que buscou identificar se Mourão se comunicou com alguém durante a custódia.
Mourão era considerado o braço direito de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. A PF informou que Mourão tinha um papel central na organização criminosa, atuando em monitoramento de alvos, extração ilegal de dados e ações de intimidação.
Apesar da conclusão do inquérito, os bens de Mourão permanecem bloqueados, pois as autoridades acreditam que os recursos têm origem criminosa.

