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PF investiga esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão

Amanda Rocha
Última atualização: 1 de abril de 2026 09:48
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 1º de abril de 2026, a operação Inauditus para cumprir um mandado de prisão e 25 de busca e apreensão no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).

A investigação apura corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As ordens de busca e apreensão foram emitidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) devido a suspeitas de venda de sentenças na Corte maranhense.

Segundo a PF, há evidências de que partes processuais eram favorecidas em troca de pagamentos ilícitos, visando acelerar trâmites e direcionar decisões. A PF afirmou:

““As diligências revelaram um esquema de direcionamento de decisões, com celeridade seletiva, de distribuição por prevenção e de atuação conjunta de servidores, entre outros, com o objetivo de beneficiar parte em litígio, mediante vantagens indevidas.””

Ainda conforme a PF, o principal nome do esquema teve a prisão decretada e é o único preso até o momento. Outros servidores envolvidos estão sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.

Além das buscas, a PF decretou a prisão preventiva do principal operador do esquema. Foram determinadas também o afastamento de cinco servidores, a proibição de acesso ao TJ-MA e de contato entre os investigados, o monitoramento eletrônico de seis pessoas e o sequestro e bloqueio de bens até o valor de R$ 50 milhões, de forma solidária entre os principais envolvidos.

Os mandados de busca e apreensão abrangem gabinetes no TJ, escritórios de advocacia e pessoas jurídicas. As medidas estão sendo cumpridas em São Luís, São José de Ribamar, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães (MA); além de Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Lagoa Seca (PB).

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