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PIB da China cresce 5% no 1° tri de 2026, superando expectativas

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de abril de 2026 08:55
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 5% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (ONE) nesta quinta-feira, 16.

O crescimento ficou levemente acima da expectativa do consenso da AFP, que previa uma alta de 4,8% no PIB do país asiático. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, pelo setor de construção e pela indústria, enquanto a demanda interna teve um impacto menor.

O resultado foi divulgado em um contexto de alta expressiva dos preços internacionais do petróleo, em resposta à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito afetou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, que antes do bloqueio do Irã era responsável por 20% do petróleo e do gás natural mundiais.

Segundo Zichun Huang, analista da Capital Economics, o crescimento da economia chinesa deve desacelerar levemente ao longo do ano. Ela afirmou:

““Embora a economia chinesa permaneça firme, está cada vez mais dependente da demanda externa.””

Huang também destacou que a guerra no Irã

““apenas reforçará a tendência.””

A China mantém para este ano uma meta de crescimento anual entre 4,5% e 5%, a menor previsão em décadas, o que coloca o resultado do PIB do primeiro trimestre na ponta superior dessa projeção.

A segunda maior economia do mundo enfrenta desafios, como uma crise prolongada no setor imobiliário, uma taxa elevada de desemprego entre os jovens e uma queda no consumo interno. Esses fatores têm levado o país a depender das exportações para alcançar suas metas econômicas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento da China para 2026 para 4,4%, 0,1 ponto percentual abaixo da meta do governo. Além disso, dados divulgados por Pequim indicam que o crescimento das exportações desacelerou consideravelmente em março, sinalizando as consequências da guerra no Oriente Médio.

O ONE também divulgou dados que mostram que as vendas no varejo, principal indicador do consumo na China, desaceleraram mais do que o esperado em março, com um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior. Economistas da Bloomberg projetavam um aumento de 2,4% para esse indicador.

A produção industrial, por sua vez, registrou um crescimento anual de 5,7% em março, superando a expectativa de 5,3% da Bloomberg, mas abaixo dos 6,3% registrados em janeiro e fevereiro.

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