Em Coari, no interior do Amazonas, o Planetário do Médio Solimões começou a funcionar em março de 2026. O local, instalado no Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (ISB/Ufam), é o primeiro planetário permanente no estado e o terceiro na Região Norte.
A cúpula de projeção do planetário exibe simulações do céu, do universo e de eventos astronômicos, com o objetivo de proporcionar acesso ao conhecimento científico na Amazônia. O espaço tem capacidade para até 30 pessoas por sessão e recebeu seus primeiros visitantes no dia 10 de março, com uma turma de estudantes do Ensino Fundamental.
Desde a abertura, o planetário tem atraído moradores do município, com sessões guiadas adaptadas para diferentes públicos. Além das visitas, o espaço será utilizado para atividades de ensino, pesquisa, extensão, formação de professores e eventos científicos.
A criação do planetário foi uma iniciativa do professor Jefferson Ferreira dos Santos, coordenador do projeto. Ele afirmou: “Sempre quis criar um espaço para ampliar o ensino e a divulgação científica na região, especialmente em Astronomia, que tem um jeito especial de despertar a curiosidade dos estudantes.”
O professor também mencionou as dificuldades enfrentadas no início, como custos e estrutura necessária. “Tinha um desejo pessoal de ver isso acontecer, mas o planetário só virou realidade graças a todo mundo que embarcou junto nessa história.” A inauguração oficial está prevista para o dia 22 de maio.
A expectativa é consolidar o planetário como um centro permanente de educação, ciência e cultura, aproximando a universidade da comunidade e despertando o interesse pelo estudo do universo. Santos disse: “Gerir um espaço como esse significa garantir que ele esteja sempre acessível, ativo e conectado com o que a sociedade precisa.”
Apesar do pouco tempo de funcionamento, o planetário já impactou a região, com mais de 500 visitantes nas primeiras semanas, incluindo estudantes e profissionais da educação. Santos destacou que o equipamento representa uma mudança importante no acesso à ciência no interior do Amazonas. “Para a nossa comunidade, é um portal de acesso à ciência que, até então, estava distante da realidade do Médio Solimões.”
Ele também ressaltou que muitos visitantes têm a primeira experiência com atividades científicas no local. “Muita gente que vai visitar o planetário talvez nunca tivesse essa oportunidade de fazer isso em grandes centros urbanos.”

