O policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale foi preso após ser acusado de matar Daniele Toneto, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31, em Cariacica, Espírito Santo, no dia 8 de abril.
A motivação do crime pode ter sido uma discussão entre as vítimas e a ex-mulher do policial, que moravam no mesmo prédio, no bairro Cruzeiro do Sul. A briga teria começado por causa de um ar-condicionado, com divergências sobre a divisão da conta de energia elétrica.
A ex-esposa do PM relatou que as vítimas ameaçaram seu filho de 8 anos, que é autista. Ela afirmou:
“”Elas testaram o meu limite, falando do meu filho de 8 anos, autista. Falaram que ele não seria autista, p**** nenhuma, porque ele estava jogando bola até altas horas da noite.””
Após a briga, a mulher decidiu ligar para o cabo do Vale, pedindo apoio policial. Ela disse:
“”Eu falei que não ia mais agir com as minhas mãos. Liguei para o meu ex-marido e pedi duas viaturas, porque elas estavam me agredindo e agredindo o nosso filho, que estava chorando dentro de casa.””
Seis policiais militares estavam presentes quando o cabo do Vale disparou contra as duas mulheres. Nenhum dos policiais interveio durante a ação. O comandante-geral da PM, coronel Ríodo Lopes Rubim, afirmou que houve falha na conduta dos demais policiais, que foram afastados das atividades nas ruas.
O cabo do Vale, que já responde a outros processos por homicídios, foi preso em flagrante e a Justiça decretou sua prisão preventiva. Ele está detido no Quartel do Comando-Geral, em Vitória, e a Polícia Militar abriu um processo demissionário contra ele.
O comandante-geral declarou:
“”Já determinei a abertura do processo demissionário para o cabo do Vale, porque ele feriu a honra da instituição, o decoro, coisa com a qual nós não coadunamos.””
O inquérito militar deve ser concluído em 20 dias, mas não há previsão para o término do processo demissionário.


