A Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão preventiva do policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito pelo desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, em Cachoeirinha. A decisão foi tomada após um pedido da Polícia Civil, 75 dias após o sumiço da família, e ocorre na reta final do inquérito que investiga o caso.
Cristiano já estava preso temporariamente desde o dia 10 de fevereiro. Em depoimento no dia 6 de abril, o PM permaneceu em silêncio durante 2h30 de oitiva. Desde que se tornou o principal suspeito do triplo homicídio, ele optou por não se manifestar em todos os interrogatórios.
Silvana, de 48 anos, foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro. No dia seguinte, seus pais, Isail, de 69 anos, e Dalmira, de 70 anos, também desapareceram. A investigação trata o caso como feminicídio e duplo homicídio, com a polícia indicando que a motivação pode estar relacionada a uma disputa pela guarda do filho do PM com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família Aguiar.
Os investigadores consideram remotas as chances de encontrar a família com vida. Buscas foram realizadas em Cachoeirinha e em cidades vizinhas, mas os corpos não foram localizados. O delegado Anderson Spier afirmou que a tensão entre Cristiano e Silvana em relação à educação do filho é um fator relevante na investigação.
Além disso, três pessoas ligadas ao policial militar passaram a ser investigadas por atrapalharem as investigações. Uma parente de Cristiano, profissional de TI, é suspeita de apagar dados em dispositivos eletrônicos, enquanto um homem da família é investigado por deletar imagens de câmeras de segurança. Uma terceira pessoa é suspeita de falso testemunho.
O advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, afirmou que continua acompanhando o caso e aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar.
O desaparecimento da família Aguiar gerou grande repercussão e protestos em Cachoeirinha, com familiares e amigos clamando por respostas. O caso segue cercado de mistérios e a polícia continua as investigações.


