A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (10) dois suspeitos de envolvimento no desaparecimento do bebê José Arthur Sousa Barros, de um ano e sete meses, em Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará. O menino desapareceu há duas semanas.
As prisões ocorreram durante uma operação conjunta da Superintendência Regional de Carajás, da Delegacia de Eldorado dos Carajás e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, que faz parte da Divisão de Homicídios da capital. A Polícia Civil informou que as diligências continuam em andamento para a total elucidação dos fatos e a localização de outros envolvidos.
A polícia não revelou se os presos têm algum parentesco com a criança, nem se eles prestaram depoimento ou onde as prisões ocorreram. Na terça-feira (7), a polícia apreendeu celulares de parentes do bebê após divergências nos depoimentos.
O desaparecimento de José Arthur ocorreu no dia 26 de março, quando ele foi visto pela última vez na casa da família, próxima ao Assentamento Lourival Santana, na Vila Peruano, zona rural de Eldorado do Carajás, cidade situada a cerca de 650 quilômetros da capital, Belém.
As buscas foram encerradas, mas a investigação prossegue em sigilo. O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) afirmou que o intuito é recuperar a criança com vida. A região onde a criança desapareceu é caracterizada por vegetação, rios e uma rodovia federal.
As autoridades não informaram quem foi a última pessoa que teve contato com o bebê antes de seu desaparecimento, nem as circunstâncias em que isso ocorreu. O MPPA relatou que foram realizadas varreduras em áreas extensas, uso de cães farejadores, drones, sonar em cursos d’água, atuação de mergulhadores, análise de imagens de câmeras e a oitiva de moradores e familiares.
Com o sigilo do inquérito, não foram revelados suspeitos de envolvimento no caso, mas a apreensão dos celulares ocorreu após a identificação de divergências nos depoimentos desde o início das investigações. Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas à polícia de forma anônima pelo Disque-Denúncia (181).

