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Praga vassoura-de-bruxa é identificada em Macapá e Santana

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de abril de 2026 19:48
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A praga vassoura-de-bruxa da mandioca foi confirmada pela primeira vez nas comunidades de Macapá e Santana. Os casos foram registrados em março, na comunidade de Santa Luzia do Maruanum, a 58 km da capital, e em abril, na região do Matão do Piaçacá, em Santana.

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) informou que barreiras fitossanitárias estão sendo montadas para impedir o transporte de material contaminado. O objetivo é evitar que a praga chegue aos municípios que ainda não registraram focos.

““É a questão da supressão de um foco, porque o foco está localizado, então a gente tem que ir lá, aquela área tem que ser suprimida, para que não haja disseminação desse fungo. A barreira, por si só, não freia a praga, mas é muito importante porque, além de educar, coíbe o transporte de material vegetal de áreas contaminadas para áreas livres. Não pode passar raiz, folha ou haste”, disse Júlia Braga, chefe da unidade de sanidade vegetal da DIAGRO.”

Com essa medida, a Diagro busca que a praga não chegue nos municípios restantes que ainda não têm foco. “Dos 16 municípios do Amapá, hoje a gente tem quatro municípios livres, que são Itaubal, Mazagão, Vale do Jari, Laranjal e Vitória do Jari. Infelizmente, a gente teve esses dois novos focos mais recentes, e é um padrão de dispersão que está acontecendo, por a praga ser ocasionada por um fundo. Esse fundo é dispersado pelo vento, pela chuva, pelo solo. Por isso que a gente enfatiza muito a questão da prevenção, para que esse fundo demore a se dispersar, para que ele consiga ficar mais tempo em alguns locais e não se espalhe para outros”, completou Júlia Braga.

Para evitar que novas comunidades sejam afetadas, uma nova portaria foi publicada ampliando o controle da praga. “O decreto de emergência estadual, que foi editado agora novamente, recentemente, ampliando a questão da assistência a todos os municípios afetados pela praga. Então, se uma nova área for afetada, essa área também será contemplada pelas políticas de assistência”, declarou Júlia Braga.

Essas medidas visam garantir uma maior segurança aos mais afetados, as comunidades indígenas que vivem da mandioca para trabalhar. Um levantamento do Rurap aponta que pelo menos 8 mil indígenas foram atingidos e não conseguem plantar e nem produzir a farinha. A fronteira do Brasil com a Guiana Francesa foi a porta de entrada do fungo, que agora atinge a região metropolitana do estado.

A praga foi encontrada pela primeira vez em março de 2023. A doença recebeu o nome de vassoura-de-bruxa da mandioca por induzir a formação de brotos finos, que depois secam e lembram o formato de uma vassoura.

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