Os preços futuros do açúcar na Bolsa de Nova York fecharam a sessão de quarta-feira, 15 de abril de 2026, com uma queda de 2,77%. O vencimento para entrega em julho foi precificado em US$ 13,70 por libra-peso. De acordo com o Barchart, os preços do açúcar têm enfrentado pressão devido às expectativas de uma oferta global abundante.
A consultoria Czarnikow apontou que a previsão de excedente global de açúcar está impactando os preços. A consultoria estima um excedente de 3,4 milhões de toneladas para a safra 2026/27, após um excedente de 8,3 milhões de toneladas na safra anterior, 2025/26. A Green Pool Commodity Specialists também informou que espera um excedente global de 2,74 milhões de toneladas para 2025/26 e de 156 mil toneladas para 2026/27.
A StoneX projeta um excedente global de 2,9 milhões de toneladas para 2025/26. O mercado também está atento à produção de açúcar na Índia, que até o final de março alcançou 27,1 milhões de toneladas, três milhões a menos do que no mesmo período de 2022 a 2024.
Além do açúcar, os contratos futuros do cacau na Bolsa de Nova York fecharam com desvalorização de 2,28%, cotados a US$ 3.563 por tonelada. Na sessão anterior, o vencimento para julho havia registrado uma valorização de 8,35%. O Barchart destacou que a queda nos preços do cacau se deve à recente alta que levou produtores a venderem suas posições de proteção, aumentando a oferta.
As preocupações com a menor demanda por chocolate também impactaram o mercado, com estimativas indicando uma queda de 5% nas vendas de chocolate na Páscoa. O contrato futuro de suco de laranja para entrega em maio fechou a US$ 1.846,00 por tonelada, com uma leve queda de 4,01%.
O preço futuro do café arábica teve leve alta de 0,22%, finalizando a sessão a US$ 2,982 por libra-peso. O Barchart observou que os contratos futuros do café estão sob pressão devido às expectativas de uma safra recorde no Brasil, enquanto os estoques na ICE caíram para o menor nível em um ano, totalizando 3.911 lotes.
Os contratos futuros do algodão fecharam a sessão com alta de 1,18%, cotados a US$ 77,42 por libra-peso, impulsionados pelo avanço nos preços do petróleo e do dólar.


