Os preços futuros da soja encerraram a sessão desta terça-feira, 14 de abril de 2026, com queda na Bolsa de Chicago. O contrato futuro para entrega em julho fechou com uma desvalorização de 0,40%, cotado a US$ 11,7275 por bushel.
A baixa ocorreu após um dia volátil, impulsionada pelo início antecipado da safra 2026/2027 e pela previsão de chuvas nos Estados Unidos, que devem persistir ao longo da semana nas principais regiões produtoras. Segundo a Granar, as condições climáticas devem melhorar o balanço hídrico no Meio-Oeste, proporcionando condições agronômicas favoráveis para o início da safra.
A Agrinvest informou que a soja também sofreu pressão nesta sessão devido a derivados do complexo. “A queda do petróleo trouxe pressão negativa para os óleos vegetais e provoca ainda a redução na competitividade do biodiesel”, afirmou.
No Brasil, o fluxo de vendas e exportação da soja permanece fraco, com menos navios negociados na última semana e compras abaixo do registrado no ano passado. A valorização do real frente ao dólar, que hoje está abaixo de R$ 5,00, limita a queda nos preços da soja. “Isso reduz a competitividade das exportações brasileiras e diminui o incentivo para os agricultores venderem”, reportou a Granar.
Em relação ao milho, o contrato futuro para entrega em julho finalizou a sessão com leve alta de 0,33%, cotado a US$ 4,5250 por bushel. A Granar destacou que o milho fechou em alta nos dois primeiros contratos e em leve queda nos demais. “Os ganhos foram atribuídos à busca por boas oportunidades por parte dos investidores, após as perdas acumuladas nas quatro semanas anteriores”, destacou.
O ritmo de plantio para a safra 2026/2027 está um pouco mais lento do que o esperado, e o crescimento acelerado das exportações americanas também ajudou a sustentar os preços da commodity. O USDA reportou que exportadores venderam 316 mil toneladas de milho dos EUA para o México, com entrega prevista para os anos comerciais de 2025/26, 2026/2027 e 2027/2028, além de 120 mil toneladas para destinos desconhecidos.
Os preços futuros do trigo encerraram a sessão na Bolsa de Chicago com alta de 1,69%, cotados a US$ 6,0125 por bushel. A Agrinvest apontou que o trigo liderou os ganhos nesta sessão devido às chuvas abaixo do esperado para a safra de trigo de inverno nos Estados Unidos, somadas à previsão de abril mais seco, que aumentam as preocupações com estresse hídrico e possíveis perdas de produtividade. A Granar também destacou que a desvalorização do dólar em relação ao euro impulsionou os preços do cereal, melhorando a competitividade das exportações americanas.

