Um prédio residencial de quatro andares em Itajaí, Santa Catarina, afundou cerca de 40 centímetros na quarta-feira, 15 de abril de 2026. Moradores deixaram seus apartamentos às pressas devido ao desespero causado pela situação.
A aposentada Zenir Alves da Silva, que mora no prédio com o filho há três anos, relatou o momento de pânico. Ela estava alimentando o cachorro da família quando ouviu um barulho alto, semelhante a móveis sendo arrastados no andar de cima. ‘A gente só pegou o cachorrinho e saiu, sem celular, sem nada, sem documento, sem remédio. Quando chegamos aqui embaixo, o primeiro andar já tinha cedido a escada’, contou.
O prédio possui 16 apartamentos e, durante o incidente, três pessoas se feriram devido aos estilhaços de vidro. Moradores das casas vizinhas também foram evacuados na noite do ocorrido. Registros mostram a estrutura com rachaduras nas paredes e no chão, além de vidros quebrados e a movimentação das equipes de socorro.
A prefeitura de Itajaí abriu um abrigo para os moradores que precisaram deixar o local, mas a maioria conseguiu se acomodar na casa de familiares. Zenir relatou que, ao chegar ao primeiro andar, a escada já havia cedido, dificultando a saída. ‘Na hora, travou um pouco as pernas, tinha muitos cacos de vidro. Inclusive, meu filho desceu só de meia, sem camisa. É uma situação bem difícil, mas graças a Deus que a gente não se machucou’, disse.
Nesta quinta-feira, 16 de abril, Zenir aguardava em frente ao prédio na esperança de recuperar seu celular e documentos. Outros vizinhos também esperavam a chegada do Corpo de Bombeiros para retirar animais que ficaram dentro dos imóveis. Não há previsão para a liberação do prédio.
O local permanece interditado enquanto aguarda um laudo pericial que deve identificar os problemas que causaram o colapso da estrutura. A Secretaria de Obras de Itajaí foi acionada e enviou um topógrafo para avaliar a situação do edifício. Um caminhão foi disponibilizado para o transporte de colchões e utensílios dos moradores.


