O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado de suas funções após ser suspeito de envolvimento em um esquema que utilizava empresas terceirizadas para empregar pessoas ligadas a uma facção criminosa. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba e autorizou a operação da Polícia Federal nesta terça-feira (14).
A investigação aponta que o esquema teria desviado R$ 270 milhões, com mais de 20 mandados de busca e apreensão cumpridos. Os recursos públicos destinados a contratações terceirizadas eram desviados para os líderes da facção e para agentes políticos na forma de propina. Uma ‘folha de pagamento paralela’ foi implantada para facilitar esses desvios.
O desembargador Ricardo Vital de Almeida, responsável pela decisão, destacou que empresas como a Lemon Terceirização e Serviços Ltda, com sede em Olinda, eram centrais no esquema. A Prefeitura de Cabedelo realizava contratações de serviços, como limpeza, por meio de licitações suspeitas de fraude, favorecendo sempre a Lemon.
As contratações eram feitas com indicações da facção criminosa conhecida como “Tropa do Amigão”, que é um braço do Comando Vermelho na Paraíba. A investigação revelou que servidores e intermediários recebiam currículos e efetivavam as contratações, criando uma rede de corrupção.
A Justiça identificou que as empresas terceirizadas atuavam como um “hub financeiro”, permitindo o desvio de verbas públicas e a inserção de integrantes da facção na administração pública. O esquema foi mantido por meio de aditivos e novas licitações, perpetuando o controle do grupo ligado às terceirizadas.
Entre os nomes citados na decisão estão Edvaldo Neto, que garantiu a continuidade do esquema, e Vitor Hugo, ex-prefeito, apontado como o articulador inicial. Outros envolvidos incluem Josenilda Batista dos Santos, secretária de administração, e Diego Carvalho Martins, procurador-geral do município, que teriam dado suporte jurídico ao esquema.
“A defesa de Edvaldo Neto afirmou que ele

