A Prefeitura de Belo Horizonte registrou um erro na data de sepultamento de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’. O sistema municipal indicava que o enterro ocorreu em 8 de fevereiro de 2026, quase um mês antes da morte oficial.
De acordo com os dados do sistema, o sepultamento teria acontecido antes mesmo da prisão do suspeito, que foi detido pela Polícia Federal em 6 de março de 2026. No mesmo dia, ‘Sicário’ tentou suicídio dentro da carceragem e foi socorrido, sendo levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Segundo a defesa, Luiz Phillipi morreu em decorrência de falta de oxigenação no cérebro, quadro que evoluiu para morte encefálica. A certidão de óbito foi emitida pelo Cartório do 1º Subdistrito da capital mineira, mas não detalha a causa da morte, informando apenas que o motivo está ‘aguardando exames’.
Especialistas ouvidos sob reserva afirmam que esse tipo de registro não é comum, embora possa ocorrer em situações em que a família opta por realizar o enterro rapidamente, antes da conclusão dos exames que determinam a causa da morte. Em casos de suicídio, é usual constar na certidão termos como ‘lesões autoinfligidas’.
Ainda segundo a prefeitura, o corpo de ‘Sicário’ foi enterrado no Cemitério do Bonfim, um dos mais tradicionais da cidade. Em nota oficial, a administração municipal informou que a divergência ocorreu por falha no lançamento de dados.
A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica atribuiu o problema a um erro de digitação e afirmou que a informação já foi corrigida no sistema.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, responsável pelas investigações do chamado caso Master, negou o pedido da CPI do Crime Organizado do Senado para acessar informações sobre a morte de ‘Sicário’. Segundo Mendonça, o compartilhamento dos dados é inviável neste momento, pois as investigações ainda estão em andamento. O ministro destacou que a liberação das informações poderá ser reavaliada após a conclusão das diligências.

