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Prefeitura desmonta estacionamento irregular no Vale do Anhangabaú após denúncia

Amanda Rocha
Última atualização: 8 de abril de 2026 20:15
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A concessionária responsável pela gestão do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, montou um estacionamento privado irregular em uma área pública sob o Viaduto do Chá. A estrutura foi flagrada nesta quarta-feira (8) após denúncia do vereador Nabil Bonduki (PT).

No local, havia uma placa da empresa Brasil Park informando cobrança de R$ 20 por hora, mais R$ 10 por hora adicional, ou R$ 50 por 12 horas de permanência. O vereador denunciou a instalação nas redes sociais às 13h53.

Após a denúncia, o g1 questionou a Prefeitura de São Paulo às 14h13. Às 16h39, a equipe do g1 constatou que o estacionamento já havia sido desmontado. Em nota enviada às 19h19, a prefeitura informou que a empresa Viva o Vale, responsável pela concessão, foi notificada por infração contratual ao instalar o estacionamento sem autorização.

““A atividade foi encerrada no mesmo instante da ação de fiscalização por não ter as devidas licenças e autorizações administrativas exigíveis, além das demais vedações contratuais”,”

completou a gestão municipal, que também apreendeu equipamentos como gradis e guarda-sóis utilizados na operação.

Documentos obtidos mostram que a instalação de um estacionamento no Vale do Anhangabaú já vinha sendo discutida desde agosto de 2025, quando a concessionária protocolou um projeto formal na prefeitura. A proposta incluía a criação de um estacionamento chamado “Locus Park”, com 333 vagas em uma área de aproximadamente 35 mil metros quadrados.

A proposta previa cinco acessos ao estacionamento, sendo que o acesso número 4 foi o flagrado pelo vereador. A concessionária argumentou que o estacionamento traria benefícios como maior segurança e organização do espaço, além de melhorar o fluxo de trânsito na região central.

No entanto, o projeto ainda estava em fase de análise e não havia autorização formal da prefeitura para implementação. Documentos indicam que a concessionária tem descumprido o contrato de concessão do Vale do Anhangabaú desde o ano passado.

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