O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o cessar-fogo com os Estados Unidos foi rompido após bombardeios a duas ilhas iranianas no Golfo Pérsico nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026.
A declaração do mandatário ocorre menos de 24 horas após o acordo ter sido firmado, que já havia sido abalado por ataques de Israel contra o Líbano e por uma nova obstrução ao Estreito de Ormuz.
Informações da agência de notícias do Ministério do Petróleo do Irã, Shana, indicam que uma refinaria na ilha de Lavan foi atingida na manhã de quarta-feira. Uma segunda explosão foi relatada na ilha vizinha de Sirri, sendo ambas consideradas por Pezeshkian como uma violação da trégua.
““Se Israel continuar atacando o Líbano, o Irã pode romper o cessar-fogo”, disse o presidente.”
Os incidentes ocorrem em meio a uma frágil trégua entre Estados Unidos, Israel e Irã, que tenta se manter após semanas de conflitos no Oriente Médio. As hostilidades começaram devido a impasses relacionados ao programa nuclear iraniano e rapidamente escalaram para uma crise global, especialmente com a obstrução do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio de petróleo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também denunciou as “violações do cessar-fogo” por parte de Israel durante uma conversa telefônica com o comandante das Forças Armadas do Paquistão, que mediou a trégua. Araghchi discutiu as violações do cessar-fogo pelo “regime sionista” no Irã e no Líbano.
Segundo agências estatais iranianas, o Irã pode romper o cessar-fogo se o Exército israelense não cessar os bombardeios ao Líbano. Nas últimas 24 horas, houve declarações contraditórias sobre a participação do Líbano no cessar-fogo, que foi anunciado na noite anterior.
O Paquistão, que intermediou o acordo, afirmou que o Líbano fazia parte do acordo. Contudo, Israel lançou sua maior campanha contra o Líbano e emitiu ordens de evacuação em massa.
Em resposta às violações, Teerã anunciou que voltou a fechar o Estreito de Ormuz para travessias de navios comerciais. Diversas embarcações no Golfo Pérsico receberam mensagens da Marinha iraniana informando que a passagem permanecia fechada.

