Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Presidente do Simespi alerta sobre impacto da redução da jornada de trabalho
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Presidente do Simespi alerta sobre impacto da redução da jornada de trabalho

Amanda Rocha
Última atualização: 8 de abril de 2026 17:13
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente do Simespi, Paulo Estevam Camargo, alertou sobre os impactos econômicos da proposta de fim da escala 6×1. O debate ganhou força após a divulgação, na última terça-feira (7), de um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que estima um impacto negativo de R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caso a jornada de trabalho seja reduzida.

Esse valor representa cerca de 0,7% da economia nacional e evidencia não apenas os efeitos trabalhistas, mas também os macroeconômicos. A análise da CNI aponta que a indústria seria a mais afetada, com perdas estimadas em R$ 25,4 bilhões, seguida pelos setores de serviços, comércio e agropecuária.

Camargo afirmou que os números apresentados pela CNI qualificam o debate ao trazer evidências concretas sobre os efeitos econômicos da proposta. Ele destacou que “mudanças estruturais na jornada de trabalho, quando desacompanhadas de ganhos de produtividade, tendem a gerar desequilíbrios no sistema produtivo”.

O presidente do Simespi observou que a estimativa de retração do PIB está ligada ao aumento do custo do trabalho e à dificuldade de reposição das horas reduzidas. Segundo a CNI, a diminuição da jornada elevaria o custo por trabalhador, refletindo em toda a cadeia produtiva e potencialmente aumentando os preços finais.

Camargo também ressaltou o risco de perda de competitividade da produção nacional. O estudo da CNI indica que a redução da jornada pode aumentar a exposição do Brasil ao mercado externo, resultando em queda nas exportações e aumento das importações, o que pode acelerar a desindustrialização.

Ele enfatizou a necessidade de cautela, afirmando que “qualquer alteração precisa considerar o impacto sistêmico sobre a indústria e a economia como um todo”. O levantamento da CNI também aponta que o fim da escala 6×1 pode gerar um aumento de até R$ 267 bilhões por ano na folha de pagamento das empresas, afetando especialmente setores industriais e micro e pequenas empresas.

Embora reconheça a demanda legítima por melhores condições de trabalho, Camargo defende que as soluções devem ser baseadas em critérios técnicos e em diálogo amplo entre governo, trabalhadores e setor produtivo. Ele conclui que o desafio central é equilibrar avanços sociais com viabilidade econômica, afirmando: “Não se trata de negar a importância do debate, mas de garantir que qualquer mudança seja sustentável e não comprometa emprego, renda e competitividade”.

Assim, o estudo da CNI reforça a dimensão econômica do fim da escala 6×1 e sustenta a posição da indústria de que a proposta, embora socialmente relevante, exige uma avaliação cuidadosa para evitar efeitos adversos sobre o crescimento e a estrutura produtiva do país.

Notícia Anterior Trigo tem queda em Chicago devido a acordo de cessar-fogo e clima
Próximo notícia Comissão aprova novo modelo para aquisição de tecnologias no SUS Comissão aprova novo modelo para aquisição de tecnologias no SUS
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta