As primeiras cargas brasileiras de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) chegaram à China no início de abril de 2026. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou também o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao país asiático.
O embarque do DDGS partiu do Porto de Imbituba (SC), onde ocorreu a operação inaugural. Um navio com 62 mil toneladas do produto desembarcou no porto de Nansha, em Guangzhou, no sul da China.
A exportação da farinha de vísceras de aves, utilizada principalmente na alimentação animal, foi viabilizada após a abertura do mercado chinês em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra).
A operação amplia as oportunidades para a indústria nacional nesse segmento. No caso do DDGS, a abertura do mercado foi impulsionada por demanda da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Após a conclusão das negociações sanitárias entre Brasil e China, o acesso foi autorizado em maio de 2025.
Em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG/DDGS ao país. De acordo com o Mapa, as iniciativas demonstram como a articulação entre governo e setor produtivo pode abrir novas frentes comerciais e ampliar a diversificação das exportações brasileiras.
Após a assinatura do protocolo sanitário bilateral, o ministério deu início ao processo de registro, habilitação e inspeção das plantas interessadas em acessar o mercado chinês. Atualmente, o DDG/DDGS brasileiro já está presente em 25 mercados internacionais, com 13 unidades produtivas habilitadas e aptas a atender a demanda da China.
Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China continua sendo o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o que representa 32,7% de tudo o que foi exportado pelo setor.

