A produção industrial no Brasil aumentou 0,9% em fevereiro de 2026 em comparação a janeiro, marcando o segundo mês consecutivo de alta. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (2).
Apesar do crescimento mensal, a produção ainda apresentou uma queda de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As expectativas de analistas eram de um ganho de 0,7% na comparação mensal e uma queda de 1% na anual, conforme pesquisa da Reuters.
No mês anterior, janeiro, a produção industrial teve uma alta revisada de 2,1%, acumulando uma expansão de 3,0% nos dois primeiros meses do ano. Em novembro e dezembro de 2025, a produção havia recuado 0,1% e 2,0%, respectivamente.
Embora a recuperação seja um sinal positivo, a produção industrial ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. André Macedo, gerente do IBGE, comentou que “enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”.
O setor industrial enfrenta desafios, especialmente devido à alta taxa básica de juros, que limita o crédito. O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75%, mas alertou sobre a necessidade de cautela em meio à guerra no Oriente Médio.
Entre as atividades que contribuíram positivamente para o crescimento em fevereiro, destacam-se veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 6,6%, e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançaram 2,5%. Na análise por grandes categorias econômicas, bens de capital tiveram um crescimento de 2,3%, enquanto bens intermediários subiram 1,1%. Bens de consumo duráveis e semi e não duráveis tiveram altas de 0,9% e 0,7%, respectivamente.


