O professor e pesquisador do Rio de Janeiro, Marcelo de Oliveira Souza, teve seu estudo publicado na plataforma de literatura científica Science Direct. O artigo, intitulado “Utilizando dados orbitais iniciais de asteroides para missões rápidas a Marte”, foi aceito na revista Acta Astronautica da Academia Internacional de Astronáutica e divulgado neste sábado (11).
Marcelo de Oliveira Souza descobriu uma rota para Marte que pode ser até três vezes mais curta que as atuais. Com o auxílio da inteligência artificial, ele verificou novos resultados que indicam que dados iniciais podem revelar “corredores geométricos” para missões interplanetárias mais rápidas. A rota convencional leva entre dois e três anos, enquanto a nova proposta pode reduzir esse tempo para 153 dias até 226 dias, sendo este último o prazo mais viável.
“Claro que para efetivar uma viagem, é preciso ter todo o ajuste da velocidade do foguete, para saber se alcança o que eu propus, tem a questão do que pode ser levado, a carga útil… fiz a proposta teórica. Simulei dois modelos, uma com a tecnologia que a gente não tem hoje, que é uma velocidade muito mais rápida, e outra, mais viável dentro da tecnologia que temos. Esta seria uma viagem de ida, permanecendo um período em Marte e retornando à Terra, totalizando 226 dias”, explicou o professor.
O projeto foi iniciado em 2015, quando Marcelo estudou asteroides com trajetórias próximas à Terra e a Marte. Ele imaginou que poderia usar essas trajetórias para calcular um caminho mais rápido. A plataforma Science Direct destacou os principais pontos do artigo, incluindo a possibilidade de missões rápidas de ida e volta a Marte na janela de 2031.
Marcelo de Oliveira Souza é professor da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro) e possui graduação em Física, além de doutorado em Cosmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele começou sua carreira de professor em 1994 e fundou o Clube de Astronomia Louis Cruls em 1996, que celebra 30 anos de atividades neste ano.
O clube é responsável por iniciativas de preservação do céu escuro e foi o primeiro a receber a certificação DarkSky na América Latina. Marcelo também trouxe o astronauta Buzz Aldrin ao Brasil para uma palestra em Campos dos Goytacazes e coordena o projeto Jovens Astros do Amanhã, apoiado pelo Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.


