A Justiça decidiu que Jussara Luzia Fernandes, de 63 anos, professora de estética, irá a júri popular. Ela é acusada de assassinar seu namorado, Alex Sandro da Silva Rocha, de 21 anos, a golpes de tesoura e de enterrar o corpo no quintal de sua casa em Bebedouro, São Paulo.
A denúncia foi aceita no final do ano passado, e Jussara responde por homicídio qualificado, com motivos torpes, meio cruel e sem chance de defesa para a vítima, além de ocultação de cadáver. A sentença de pronúncia foi expedida na última quinta-feira, dia 16 de abril de 2026, pela 3ª Vara de Bebedouro, que também manteve a prisão preventiva da acusada, que não poderá recorrer em liberdade.
Ainda não há data marcada para o julgamento. Jussara também é investigada pela morte de seu ex-marido, Walter Gilmar de Pádua Carneiro, de 65 anos, encontrado afogado na piscina da mesma residência em janeiro de 2023.
A defesa de Jussara informou que pretende recorrer da decisão, ressaltando que a pronúncia não é uma condenação, mas uma decisão que encaminha o caso ao júri popular. Os advogados afirmaram que a discussão sobre o caso permanece aberta e que os pontos questionados serão levados a uma instância superior.
O crime contra Alex Sandro ocorreu entre os dias 21 e 22 de outubro de 2025. Após uma denúncia anônima, guardas municipais e policiais foram até a residência e encontraram terra remexida no quintal. Inicialmente, Jussara negou a acusação, mas depois confessou o assassinato e indicou o local onde havia enterrado o corpo, que foi retirado pelos bombeiros.
Em seu depoimento, Jussara alegou que Alex era agressivo e que, na noite do crime, ele a ameaçou com uma faca durante uma discussão. Ela também confessou ter pago R$ 50 a um conhecido para cavar uma vala no quintal, alegando que era para enterrar um cachorro grande. Jussara foi presa no dia 24 de outubro de 2025.
Segundo o delegado João Vitor Silvério, a perícia constatou que Alex foi atingido por pelo menos 40 golpes de tesoura. Após a confissão do crime, as investigações sobre a morte do ex-marido foram reabertas, sendo registrada como homicídio. O corpo de Walter foi exumado em 13 de novembro de 2025, com autorização da Justiça.

