Professores da rede estadual do Amazonas realizaram um protesto nesta segunda-feira (6) na Avenida Brasil, em Manaus, contra a suspensão dos atendimentos do plano de saúde da categoria.
A interrupção dos atendimentos ocorreu na quinta-feira (2) devido à falta de repasses do governo à operadora do plano, conforme informou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).
O sindicato revelou que a dívida do governo com a operadora é de aproximadamente R$ 52 milhões, acumulada ao longo de oito meses de atraso. Um documento enviado à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) aponta uma inadimplência de R$ 52.296.123,06, com faturas vencidas desde 2022.
A suspensão dos atendimentos afetou professores em tratamento contínuo, incluindo pacientes com câncer e gestantes em pré-natal. Servidores relataram que não conseguiram consultas nem procedimentos ao chegarem às unidades de saúde.
“‘Estamos falando de pessoas em tratamento contínuo, de mulheres grávidas, de trabalhadores que dependem desse atendimento para garantir sua saúde e dignidade’, disse Ana Cristina, presidente do Sinteam, em suas redes sociais.”
O sindicato destacou que o plano de saúde é uma conquista da categoria após anos de mobilização e cobra a retomada imediata dos repasses e dos atendimentos.
Após a suspensão do plano, o Governo do Amazonas informou, em nota, que está negociando a regularização do serviço junto à Seduc. A operadora do plano afirmou que a suspensão dos atendimentos eletivos ocorreu devido à falta de pagamento e à ausência de solução para a dívida, mesmo após um prazo para regularização.
O documento da operadora também menciona a previsão legal para a interrupção do serviço em casos de inadimplência contratual. O sindicato está avaliando medidas judiciais e administrativas para garantir a assistência à saúde dos trabalhadores.
Os professores realizaram a manifestação em frente à sede do Governo.


