Estudantes com mais de 50 anos estão retornando às universidades para adquirir novos conhecimentos e reinventar suas trajetórias profissionais. Essa geração demonstra que o aprendizado contínuo amplia horizontes e permite viver a maturidade com protagonismo.
Com o aumento da longevidade e a diversificação das trajetórias profissionais, pessoas acima de 50 anos têm redefinido seu papel no mercado. Elas estão se matriculando em diversos cursos universitários, seja para realizar sonhos antigos ou simplesmente para aprender e vivenciar novas experiências.
O número de idosos ocupados no Brasil cresceu 68,9%, passando de 5,1 milhões em 2012 para 8,6 milhões em 2024, conforme estudo da FGV. As empresas estão ampliando a contratação de profissionais sêniores, reconhecendo o valor da experiência e da capacidade de adaptação.
“”A empregabilidade aparece ligada à disposição de aprender e se adaptar ao longo da vida profissional”, afirma Conrado Schlochauer, especialista em aprendizagem contínua.”
O estilo de vida NOLT (New Older Living Trend) tem ganhado força entre pessoas acima de 50 anos, rompendo estereótipos sobre envelhecimento e apresentando uma nova perspectiva de maturidade. Esse movimento abraça idosos mais ativos e conectados, abertos a reinventar suas vidas pessoais e profissionais.
Na Universidade de Fortaleza (Unifor), alunos com mais de 50 anos buscam se manter atualizados e aprender novas competências. O programa Unifor 50+ oferece bolsas de estudo para pessoas nessa faixa etária, estimulando o acesso ao ensino superior de qualidade.
Edilson Botto, de 55 anos, decidiu se matricular no curso de Inteligência Artificial para se manter relevante em um mundo em constante mudança. Ele afirma: “Senti que era preciso dominar as ferramentas que estão moldando o futuro. Não se trata apenas de um título, mas de estar preparado para ser um profissional de excelência”.
Edilson, que já atuou em diversas áreas, como mercado financeiro e educação, destaca a importância de evoluir continuamente. Ele também está desenvolvendo uma startup com colegas da universidade, aproveitando o ecossistema da Unifor.
“”Penso que as empresas que querem atingir maiores patamares de desempenho precisam aliar profissionais experientes e jovens”, acrescenta Edilson.”
Suely Crisóstomo da Costa, aos 57 anos, retornou à universidade para cursar Biomedicina, acreditando que a idade não limita o aprendizado. Ela afirma: “Decidi dar continuidade aos meus estudos porque acho fundamental me manter ativa”.
Suely, que já foi professora de Educação Física, busca estar em um ambiente produtivo e se relacionar com outras pessoas. Ela acredita que a maturidade e a experiência são vantagens para se adaptar à rotina acadêmica.
Eliane Nascimento Lemos Lima, de 55 anos, se formou em Marketing Digital e já era colaboradora da Unifor. Ela sempre buscou se aperfeiçoar e, em 2023, decidiu estudar sobre algo inovador. “Me graduei em Marketing Digital, ampliando meus conhecimentos e possibilitando para a instituição uma funcionária mais preparada para as dificuldades que o mercado exige”, diz Eliane.

